9 de julho – Revolução Constitucionalista

9 de julho – Revolução Constitucionalista

São Paulo contava com a ajuda dos estados do Sul e de Minas Gerais para derrubar Getúlio Vargas do poder e fazer uma nova constituição, mas quando as tropas paulistas partiram para a capital do estado do Rio de Janeiro, depararam com uma surpresa: todas as fronteiras de São Paulo estavam sitiadas pelas tropas de Getulio Vargas.

São Paulo com o orgulho ferido e um ideal fixo e irreversível pela constituição, partiu com as tropas armadas sobre toda a fronteira sitiada. 7.800 homens da Força Pública – hoje Polícia Militar – fecharam as fronteiras do Paraná com São Paulo impedindo que atravessassem para ajudar os mineiros e cariocas, uma parte das tropas foi ao sul de Minas atrair os mineiros, para que o comboio paulista marchasse para o Rio de Janeiro para depor Getúlio Vargas.

As tropas do norte desceram para o Rio e o combate na divisa do Vale do Paraíba foi terrível, humana e materialmente. Uma semana de combate, 300 soldados mortos de ambos os lados.

A luta paulista de 1932 não foi em vão, e no ano seguinte (1933) foi promulgada a Constituinte e em 1934, já tínhamos a Constituição. Apesar de São Paulo lutar sozinho por ela, todos os brasileiros foram beneficiados.

Pirassununga teve seus heróis mortos em combate; Virgílio Messa (Vale do Paraíba); João de Paula (Sul de Minas/SP); Erico Varela (Sul de Minas/SP); Paulo Limoeiro (Sul de Minas/SP) e Fábio Veloso (Vale do Paraíba). Sobrevivente do Sul de Minas, Benedito Fernandes perdeu a audição do lado esquerdo.

Neste 9 de julho, foi colocada uma coroa de flores no monumento defronte ao Velório Municipal e realizada uma missa às 19 horas na Igreja Matriz Santo Antonio dedicada aos 520 soldados paulistas que morreram em combate. Especialmente aos militares das Famílias Fernandes e Silveira: Cel. Franco da Silveira; Cap. Antonio Fernandes Filho; Ten. Francisco da Silveira e Soldado Benedito Fernandes.

 

Curiosidades da Revolução de 1932

Os paulistas tinham poucas armas nas trincheiras, então foi desenvolvida uma máquina de madeira e ferro que imitava o som de uma metralhadora espantando o inimigo. Essa peça se chamava matraca.

Outro fato que devemos lembrar é de uma moça cansada de fazer comida para os soldados paulistas, fascinada com as proezas contadas pelos soldados, ela botou farda, capacete, fuzil e foi para o Front, ferida em combate foi levada ao Posto Médico e foi constatado que era uma mulher. Ficou conhecida como Maria Soldado.

Nas batalhas aéreas São Paulo tinha um terço dos aviões de Getúlio, como eram do mesmo modelo os paulistas pintaram da mesma cor, isso facilitou a derrubada de muitos aviões de Getúlio.

Essa façanha dos Paulistas custou caro para eles, Getúlio compra aviões modernos, velozes e com bombardeio mecânico, rompe o espaço aéreo paulista e bombardeia a Escola Militar de Força Pública, atualmente Campo de Marte (FAB).

Esse fato chocou Santos Dummont que disse: Eu inventei o avião para transportar pessoas e não para lutar irmãos contra irmãos. A maior vitória dos paulistas era a Constituição Brasileira que dava direitos legais a liberdade, justiça e democracia para todos.

Homenagem feita por: Antonio Fernandes – Historiador, escritor e Cineasta

Category Brasil, São Paulo

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