A confiança

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O mundo anda tão atribulado com a falta de tempo que está afetando muitas coisas, entre elas a confiança naquilo que julgamos correto ou necessário para os bons relacionamentos de um modo geral, e isso se agrava por causa das famosas “fakes news” (notícias falsas ou boatos).

Quem confia deixa de analisar se um fato é ou não verdadeiro, deixando essa árdua tarefa a cargo de quem ou de onde provém a informação, e assim simplesmente costuma-se dar crédito à mesma.

Por sua vez dar crédito é o mesmo que considerar que uma expectativa sobre algo ou alguém será concretizada no 3001futuro. Se uma pessoa aceita a ideia de outra, mesmo que essa ideia tenha sido inventada, é sinônimo de amizade, onde confiar no outro é muitas vezes considerado ato de respeito entre as pessoas, as quais costumam dar provas através da própria confiança, ressaltando que existe um fator preponderante: a credibilidade de quem divulgou a mensagem.

Se pensarmos com um pouco mais de critério as afirmações daqueles em quem confiamos se convertem em provas, fato que faz o indivíduo tender a basear-se apenas na informação recebida, falsa ou verdadeira, como também às vezes faltando um pedaço, ou seja, a famosa “conversa pela metade”, a qual pode produzir desgastes desnecessários e acima de tudo acabando por seguir provavelmente uma linha de pensamento que talvez esteja muito longe da verdade.

Confiar requer tempo e reiterando o que um companheiro falou, confiar é o mesmo que, guardadas as devidas proporções, comer junto com o outro um quilo de sal, bastando somente pensar no tempo que vai levar para que isso aconteça.

Se a confiança surge com sua plenitude somente com o tempo, pode ser então que durante a jornada mútua possam surgir formas de embasar a confiança de um modo mais agradável, por exemplo, a negociação sobre determinadas coisas. E mesmo que duas ou mais pessoas possuam graus altíssimos de afetividade (como no seio da família) mesmo assim podem surgir situações em que negociar é necessário porque talvez uns não confiem nas decisões ou desejos dos outros, independente disso se parecer com falta de carinho, falta de respeito ou falta de honestidade.

E esse fato existe porque a maioria das pessoas é incapaz de prever o comportamento do outro e para não magoar prefere optar em omitir o seu desejo em detrimento do desejo alheio, pois muitos, graças ao Criador, preferem proporcionar altos níveis de harmonia e o bem-estar de todos.

Seguem algumas frases de efeito que poderão ajudar no exercício da confiança:

A amizade sem confiança é uma flor sem perfume.” – Laure Conan – escritora francesa.

Quero ter alguém em quem confiar. Alguém que depois não use o que eu disse contra mim.” – Renato Russo (Trecho da música “Andrea Doria” – Banda Legião Urbana).

É engraçado como depositamos tanta confiança e tanto sentimento nas pessoas. Em pessoas que achávamos conhecer, mas, que no fim, só mostraram ser iguais a todos. E por esperar demais, sonhar demais, criar expectativas demais, sempre acabamos nos decepcionando e nos machucando cada vez mais.” – Dalai Lama – monge budista Tibetano.

A bondade em palavras cria confiança; a bondade em pensamento cria profundidade; a bondade em dádiva cria amor.” – Lao-Tsé – filósofo da China antiga.

Um ato de confiança dá paz e serenidade.” – Fiodor Dostoievski – escritor russo.

Qual é o homem mais sábio e mais digno de confiança? O que aceita as coisas como são.” – Textos Judaicos.

Otimismo é esperar pelo melhor. Confiança é saber lidar com o pior.” – Roberto Simonsen – político brasileiro.

Acredite! Persevere! Confie! E dentro dos seus próprios limites passe a confiar mais nos outros para que dessa forma os outros possam também confiar em você, mas acima de tudo veja o que os outros fazem de bom e não somente o que dizem, pois enquanto as palavras emocionam, são os exemplos que arrastam.

 

Eduardo Medeiros

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