Cada cidade do Sudeste deveria ter um Instituto Federal de Educação, diz Marquezelli,  vice-líder do PTB na Câmara

Cada cidade do Sudeste deveria ter um Instituto Federal de Educação, diz Marquezelli, vice-líder do PTB na Câmara

Cursar o ensino técnico profissional pode garantir ao estudante do ensino médio uma oportunidade de ingresso no mercado de trabalho com rendimentos maiores do que os dos trabalhadores que concluíram o ensino regular. Na região Sudeste do país, os profissionais técnicos têm renda superior em mais de 15% em comparação com os salários pagos a quem concluiu o ensino técnico regular. Os dados são do Estudo Profissional do Brasil, encomendado pelo Senai.

Em determinadas áreas, o trabalho técnico pode conseguir valorização com o passar do tempo. Um técnico em mineração, por exemplo, que iniciou a carreira ganhando pouco mais de dois mil reais de salário pode ser remunerado em mais de 10 mil por mês, após 10 anos de trabalho. A projeção está na Relação Anual de Informações Sociais, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Mas por outro lado, cerca de 61% das empresas brasileiras têm dificuldades de encontrar no mercado profissionais técnicos capacitados para o preenchimento de vagas, de acordo com a pesquisa Escassez de Talentos, publicada em 2015. Além disso, nos próximos quatro anos, a região Sudeste do País vai precisar qualificar mais de um milhão de técnicos profissionais para atender às necessidades das indústrias locais, de acordo com o Mapa da Industrial 2017-2020, do Senai.

A falta de profissionais capacitados pode influenciar negativamente na produção dos estados e, por consequência, na economia e na taxa de emprego. Para o deputado Federal Nelson Marquezelli, do PTB paulista, os governos Federal e estaduais não podem deixar de investir no ensino técnico. Para ele, o Instituto Federal de Educação deveria ser implantado em todas as cidades da região Sudeste. “O Instituto Federal de Educação é o caminho. Nós temos que fazer em cada cidade um instituto desse ou mais de um para que a gente pudesse ter o garoto que já passou pelo ensino fundamental no instituto federal de tecnologia para ele sair capacitado.”

O Instituto Federal de Educação tem 40 mil alunos, em 37 unidades espalhadas pelo estado de São Paulo. As Escolas Técnicas Estaduais são 198, em 150 municípios paulistas. Em fevereiro, o governo Federal sancionou a reforma do ensino médio que deve flexibilizar a grade curricular. A ideia é abrir possibilidades para as escolas oferecerem cursos profissionalizantes aos estudantes. O senador Armando Monteiro, líder do PTB no Senado, acredita que o investimento público na profissionalização da população pode garantir à sociedade crescimento, acesso a melhores oportunidades de trabalho e tornar o país competitivo no mercado internacional. “Na medida em que se conecte o ensino médio ao ensino técnico, se garante um retorno efetivo para a sociedade e a possibilidade de que o Brasil possa enfrentar o desafio de promover e desenvolver competências nesse mundo, cada vez mais integrado e onde a indústria, especialmente, está submetida a um processo de grande competição em escala global”.

Ao todo, o país vai precisar capacitar 13 milhões de profissionais técnicos para atender as demandas das indústrias em todos os estados. As maiores demandas são nas áreas de Meio-Ambiente e Produção, e Metalmecânica.

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