Destaques Esportivos

Destaques Esportivos

Capoeira: da marginalização à institucionalização

A Capoeira, hoje reconhecida como esporte brasileiro, representa nossa cultura em mais de 190 países, sendo considerada uma das maiores divulgadoras da língua portuguesa no mundo (geralmente, as aulas no exterior são dadas em português e as músicas não são traduzidas). Além disso, foi reconhecida como Patrimônio Cultural Brasileiro, em 2008, e como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 2014. Mas você sabia que essa arte já foi proibida e duramente perseguida em nosso país?

A história da Capoeira se iniciou no século XVI e há três linhas de pesquisa sobre sua origem: nasceu na África e foi trazida ao Brasil por africanos escravizados; é uma criação de escravos africanos em terras brasileiras; é uma criação indígena. A hipótese mais recorrente entre os historiadores é a de que foi criada no Brasil por escravos africanos.

Essa arte é uma expressão cultural que reúne aspectos de luta, dança, cultura popular, artes marciais, jogo e brincadeira. Seu jogo é executado dentro de uma roda em que dois jogadores executam uma ação sincronizada de perguntas e respostas por meio da expressão corporal.

Ao princípio, a prática da Capoeira pelos escravos nas senzalas foi proibida por ser considerada um risco para os senhores, feitores e capatazes. E foi nesse contexto em que se disfarçou de dança, para poder ser praticada com o consentimento dos “patrões”. Essa prática foi um elemento muito importante da resistência cultural e física dos escravos.

No primeiro código penal do país – Código Penal do Império do Brasil/1830 – não havia referência direta aos praticantes de Capoeira, mas a polícia os enquadrava no capítulo que tratava dos vadios e mendigos. Certo tempo depois, os capoeiras ganharam prestígio devido a sua participação na Guerra do Paraguai (1864-1870), pois seus corpos eram considerados verdadeiras armas de guerra. Após a abolição da escravidão, ficaram conhecidos no Rio de Janeiro também por serem contratados como seguranças e por formarem milícias (ou maltas), como a temida “Guarda Negra”, que protegia a monarquia, e seu envolvimento com a política, dividindo-se em republicanos e monarquistas. Libertos e sem ofício, acabavam se envolvendo em brigas e outras desordens, sempre desafiando o poder oficial. Já no início da República, a Capoeira foi nominada no Código Penal Brasileiro (Decreto nº 847/1890). A partir dessa inclusão, a polícia reprimiu seus praticantes com extrema violência, especialmente nas cidades do Rio de Janeiro, Recife e arredores. Dessa forma, a modalidade foi tipificada e elencada como uma prática criminosa – seus praticantes eram exterminados, presos e/ou deportados.

A Capoeira também era praticada por homens livres – pobres e ricos, inclusive europeus que viviam na capital do Império e, embora seus praticantes fossem vistos como criminosos, recobraram valor social por meio da vertente nacionalista, que defendia a Capoeira como ginástica brasileira e a queria transformar em esporte nacional.

A inclusão da Capoeira no projeto nacionalista como representação autêntica da brasilidade se estendeu por décadas. A partir de 1920 e 1930 esse aproveitamento ginástico da Capoeira com uma visão mais atlética a respaldou para que fosse mais conhecida e ensinada em outros espaços, como escolas, academias, clubes, quartéis, etc. Essa prática corporal resistiu por décadas e, no Governo de Getúlio Vargas (1934), alcançou o status de esporte nacional.

Atualmente, a Capoeira conta com milhares de praticantes pelo país, é tratada como atividade pedagógica dentro de escolas e como disciplina nos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física, ou seja, o saber popular se uniu ao saber científico.

Enfim, a Capoeira, que foi duramente perseguida e quase extinta, resistiu à repressão estatal e ao preconceito da nossa sociedade e hoje é símbolo da cultura brasileira no mundo.

Autora: Katiuscia Mello Figuerôa é professora e praticante de Capoeira desde 1997, e também professora do curso de Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter.

 

Etec de Pirassununga promove o ETEC FIT – 1º Pedal e Caminhada da Etec

A Etec Tenente Aviador Gustavo Klug – Centro Paula Souza com apoio da Prefeitura de Pirassununga, através da Secretaria Municipal de Esportes, promoverá o ETEC FIT – o 1º Pedal e Caminhada da ETEC, um projeto que busca incentivar a caminhada e o ciclismo como forma de promoção da saúde, do lazer e da mobilidade urbana não-poluente.

Os participantes poderão optar por dois tipos de atividade física: passeio ciclístico (18 KM) ou caminhada (8 KM).

O pedal e a caminhada acontecerão no dia 25/8/18, sábado, com saída às 8 horas, do Prédio 2 da Etec, na Rua Antonio Magnani, 232 – Vila Pinheiro, com parte do trajeto dentro do Campus da USP e retorno à escola.

O evento será aberto à comunidade externa com inscrições pelo site: www.etecpirassununga.com.br.

A Etec tem como parceiros do projeto, a “Anhanguera Educacional” e o “Salão de Cabeleireiro Estilo São Jorge” e convida a todos para participarem caminhando ou pedalando por mais saúde e menos poluição.

 

Judô da Associação Cesario chega mais uma vez na final do Campeonato Paulista

 

A Associação Cesario competiu no Campeonato Paulista Fase Inter Regional realizado no dia 11 de agosto no Ipanema Clube, na cidade de Ribeirão Preto para as classes, Sub 9, Sub 11, Sub 15, Sub 18 e Adulto Aspirantes de ambos sexos.

Contando com a presença de quase 400 atletas, o Campeonato Inter Regional de Ribeirão Preto, foi realizado entre as três Delegacias Regionais da Federação Paulista de Judô, como acontece todos os anos.

A associação Cesario participou com a judoca Grazielly Vitória P. Cezario, que conquistou a medalha de bronze em sua categoria Sub 15 meio leve e se classificou para a final do Campeonato Paulista que acontece no dia 18 de agosto na cidade de São Carlos.

E também com o judoca Mateus de Almeida Sabaraense, que  alcançou a quinta colocação na sua categoria Sub 11 meio pesado e mesmo não obtendo a desejada classificação, competiu com muita garra e perseverança.

O mestre Maurilio Cesario, parabeniza os dois atletas e agradece o carinho e atenção dispensada pelos pais, que estão sempre presentes em todos os eventos da associação.

 

Olimpíadas Estudantis 2018

Evento promovido e realizado pela Secretaria Municipal de Educação em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes, tem como objetivo desenvolver o intercâmbio social e esportivo entre as Escolas Municipais de Pirassununga, além de fomentar a prática de diversas modalidades esportivas, possibilitando aos alunos vivência de atitudes solidárias, cooperativas e de respeito mútuo, promovendo a cultura da paz.

A Olimpíada começa nesta sexta-feira, dia 17, com a cerimônia de abertura às 9 horas no CEFE Médici. As competições iniciam-se no dia 20, segunda-feira, e seguem até o dia 24/08, com a participação de cerca de 3.000 alunos da Rede Municipal de Ensino, com idade de 6 a 10 anos, nas modalidades de Handebol, Voleibol, Futsal e Queimada.

 

 

Category Esportes

Multimag Comments

We love comments
No Comments Yet! You can be first to comment this post!

Your data will be safe! Your e-mail address will not be published. Also other data will not be shared with third person. Required fields marked as *