“Investidor é quem deve definir onde irá instalar  seu cassino”

“Investidor é quem deve definir onde irá instalar seu cassino”

 

 

Eduardo Barão, do Grupo Bandeirantes, mediou após a abertura do BGC um debate com legisladores, em que participaram os deputados federais Nelson Marquezelli e Herculano Passos, também presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo. Segundo ambos, a regulamentação dos jogos deve ser encarada como qualquer outra atividade econômica, sem os tabus de que o setor sempre foi acusado.

Ambos destacaram que os impostos do jogo devem ser pensados como um fator de sucesso da atividade, já que existem inúmeros cassinos e bingos clandestinos que não contribuem em nada com a sociedade. Para eles, qualquer atividade econômica pressupõe o recolhimento de impostos e a destinação da receita para algum fim. “E o setor deve saber que terá de se submeter a isso e contribuir para a sociedade”, afirmou Marquezelli.

O deputado destacou ainda que entende a demora pela aprovação de uma legislação adequada ao setor, “pois estamos lidando com uma atividade sempre acusada de tantos males, mas não tenho a menor dúvida de que em breve conseguiremos trazer o setor para a legalidade, com todos os benefícios que o Brasil precisa”.

Herculano Passos, que tem defendido o jogo como uma ferramenta a mais da indústria do turismo, afirmou que “é impressionante vermos os resultados do setor de jogos em diversos países em que a atividade foi regulamentada. Falar de Nevada é chover no molhado, pois já é um estado mundialmente conhecido por Las Vegas. Mas basta ver o que o jogo significou e significa para Macau, bem como para outras jurisdições no Leste Asiático que está regulamentando a atividade”.

Para Herculano Passos, a aprovação de uma lei específica para as atividades de jogos não deve ser feita sem estudos adequados “e não pode ser apensada a qualquer outro projeto de turismo, como aconteceu recentemente, quando foi incluído o cassino num projeto que tratava da abertura do setor de aviação comercial, pois uma atividade como essa deve envolver discussões específicas e bem fundamentadas”.

Indagados por Paulo Horn, vice-presidente da Loterj, se deveria ser limitado o número de cassinos por estado, o deputado Nelson Marquezelli afirmou ser contra limitações ou determinações que não levem em conta o próprio investimento a ser feito, “pois o investidor é o dono do dinheiro e ele é quem sabe onde e quanto irá aplicar em seu empreendimento”. Herculano Passos concordou com o colega e afirmou que “para atrair investimentos, é preciso a contrapartida do retorno. E isso, quem tem mais propriedade para avaliar é o investidor, desde que atendam às obrigações que envolvem questões como proximidade com escolas e outras características a serem definidas em lei”.

Fonte: GMB

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