Livre concorrência

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Congresso Nacional não pode engessar Uber e Cabify, afirma Nelson Marquezelli

 

O deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) afirmou ser necessário que os taxistas se modernizem para competirem com os motoristas de aplicativos de transporte individuais pagos, como Uber e Cabify. O parlamentar acredita que, caso o Congresso Nacional engesse a atividade dos aplicativos de carros particulares, vai inviabilizar a prestação desse serviço.

“Nós, parlamentares do Senado e da Câmara, não podemos proibir o progresso de um País, e o Uber é o progresso. O melhor é fazer com que os taxistas do Brasil inteiro se modernizem”, disse Marquezelli.

Na opinião do deputado, se os taxistas se adaptassem, teriam vantagem na competição com os motoristas dos aplicativos.

“Os taxistas sairiam na frente: eles já têm ponto, trabalho, know-how, conhecem melhor a cidade, podem se organizar em cooperativas. Talvez eles não queiram se modernizar. Não podemos engessar o Uber ”, declarou.

Projeto de lei

O Senado Federal deve votar, ainda nesta terça-feira (31), o projeto de lei que regulamenta o transporte remunerado privado individual de passageiros (PLC 28/17).

A proposta determina que o serviço de transporte por meio de aplicativos deverá respeitar uma série de exigências, como o uso de placas vermelhas e o porte de autorização específica emitida pela prefeitura do município para prestar o serviço. O texto é defendido por taxistas, que dizem que a não-regulamentação dos aplicativos “não é segura para usuários”, além de representar uma concorrência desleal.

As empresas responsáveis pelos aplicativos, porém, afirmam que a proposta “inviabiliza o trabalho”. Para as empresas, o texto representa uma “proibição velada” a serviços como Uber e Cabify.

Mudança

 

Sensibilizados pela mobilização do Uber, senadores decidiram na reunião dos líderes nesta terça-feira que vão aprovar um destaque para mudar o projeto que regulamenta aplicativos de carro particular. Isso fará com quem o texto volte para a Câmara, onde já tinha sido aprovado. A mudança vai retirar a obrigatoriedade da placa vermelha e de o condutor ser proprietário do veículo.Reportagem – Celimar de Meneses, sob a supervisão de Renata Tôrres

Foto – Jotaric

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